Resenha: Canetas com ponta pincel

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As canetas de ponta pincel estão cada vez mais se tornando as queridinhas de quem ama esse mundo de planners e caligrafia. Antes, elas eram mais vistas nas mãos de artistas que as preferem pela praticidade e portabilidade, quando comparado ao pincel convencional. Entre as planneristas e journalists*, esse tipo de caneta é usada para escrever no cabeçalho das folhas ou dar destaque à alguma informação importante. Seja lá qual for o fim, a grande dúvida de quem procura por esse tipo de caneta é qual marca e modelo comprar. Aqui eu reuni todas as canetas pincéis que eu gosto de usar e espero poder esclarecer as dúvidas mais comuns.

Tombow Dual Brush Pen
A queridinha das queridinhas! Quem não fica vidrada quando vê uma dessas canetas em uma foto? Disponível em 96 cores, uma mais linda que a outra! São à base de água, as cores podem ser misturadas (usando uma superfície plástica) e não possuem cheiro. Como o nome sugere, ela possui duas pontas, a pontal pincel de espuma flexível e a ponta fina de feltro. O corpo dessa caneta é o mais longo de todos e não cabe nos meus estojos pequenos e médios. As minhas eu comprei na Blitsy e tem post falando sobre a minha compra nessa loja aqui.

Faber-Castell PITT Artist Pen
Mais usada por ilustradores, essa caneta possui tinta livre de ácido, qualidade de pigmento superior (archival quality), secagem rápida, é permanente e à prova d’água após completamente seca. Não encontrei a quantidade de cores exatas, mas o maior conjunto à venda possui 60 cores. A ponta é bem menor que a ponta da Tombow, sendo mais fácil escrever com letra menor. O corpo da caneta também é menor, o que facilita o transporte e armazenamento em estojos e organizadores.

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Da esquerda para direita: Tombow dual brush, Pentel Touch Sign Pen, Sharpie brush marker, Faber-Castell PITT, Tombow dual brush

Pentel Fude Touch Sign Pen
Esta é uma caneta que foi feita especificamente para a escrita, mas pode ser utilizada também para desenho. Possui ponta bem pequena, a menor que eu já vi até o momento. Disponível em 12 cores, possui ponta de feltro e a sua tinta é à base de água. De todas as canetas mencionadas aqui, esta foi a que eu achei mais difícil de aprender a usar. Com ponta mais durinha, fica fácil fazer linhas bem finas (mas pode ser minha preferência pessoal). A ponta dessa caneta me pareceu ser mais resiste à deformações.

Sharpie Brush Marker
Como o nome mesmo diz, não é caneta, é marcador! Mas, como não farei um post só para falar dela, incluo aqui algumas informações. Ela possui a ponta bem macia, sua tinta é permanente e à base de álcool e portanto, vaza na grande maioria dos papéis que utilizamos no dia-a-dia. Assim como os marcadores de ponta redonda, podem ser usados em diversas superfícies, inclusive plástico, vidro e cerâmica esmaltada. Para evitar que a tinta se espalhe no papel recomenda-se o uso de papel específico para marcadores ou papel cartão de qualidade.

Caneta Pincel Genérica  
Já vi algumas marcas e lojas com seção de papelaria vendendo essas canetas pincel genéricas. O corpo é exatamente o mesmo, só muda a embalagem. A ponta pincel é feita usando cerdas sintéticas, aproximando-se bastante de um pincel comum. As quantidade de cores variam, mas o kit da Recollections (da loja norte-americana Michaels) que eu comprei vem com 8 cores. Possuo relação de amor e ódio com elas. Algumas funcionam bem como essa da foto abaixo (tinta roxa), enquanto outras tive que aparar as cerdas que ficavam para fora do pincel. A tinta também acabou bem rápido. Elas são boas para começar, se essa for a opção de compra mais barata para você.

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De cima para baixo: Sharpie brush marker, Tombow dual brush, Pentel Touch Sign Pen e caneta pincel genérica (cerdas)

Mesmo uso, mas efeitos diferentes
As canetas pincéis são usadas sempre da mesma forma: traços feitos para baixo são feitos pressionando a ponta do pincel para obter traços mais largos/grossos e traços feitos para cima são feitos com pouca pressão para saírem finos. Então, se você está usando uma ponta pincel sempre do mesmo jeito o efeito será o mesmo, certo? Errado! O tamanho da ponta afetará os traços finos e grossos, dando um efeito bem diferente. Na foto acima, veja como a pequena ponta da terceira caneta deixa as letras bem mais delicadas do que as canetas anteriores. Ainda assim, todas são bonitas. Agora dá para entender porque é comum ter tantas canetas diferentes desse mesmo tipo de ponta.

Estou começando agora, qual material escolho? 
Há duas opiniões sobre o assunto. A primeira sugere que você compre logo a caneta que você mais gostar do resultado escrito e treine com ela. Se você consegue comprá-la facilmente e não for caro para você, essa pode ser sim a sugestão mais acertada. No entanto, esta não foi a minha realidade! Eu comecei usando um pincel que eu tinha aqui em casa e aquarela, então foi investimento zero. Aí quando comecei a pegar um pouco mais de jeito eu comprei um kit de canetas genéricas (Michaels, mencionado acima). E apesar de algumas canetas não serem tão boas, me diverti e pratiquei muito! Só um tempo depois é que comecei a comprar as outras. E continuo praticando. Então, se na sua casa tem pincel e aquarela ou guache, eu começaria com esse material mesmo. A única desvantagem dessa sugestão é que você vai sentir diferença quando sair do pincel para uma caneta e talvez leve um tempo para adaptar. Mas como isso aconteceu comigo em toda caneta que eu comprei, nem sei se é uma desvantagem ou apenas uma realidade.

Que tamanho de ponta é melhor? 
Depende onde você vai querer usar essa caneta. Para usar no planner, acho melhor as de pontas menores. Uso bastante a Pentel Fude Touch Sign Pen e a Faber-Castell PITT nas folhas tamanho Personal ou maior. Já a Tombow, na minha opinião, possui ponta grande. Então uso ela mais para escrever somente no cabeçalho das páginas de tamanho A5 ou maior, em decoração de divisórias e cartões.

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*plannerista é um termo usado para chamar quem usa planner de qualquer tipo, já journalist (neste caso) refere-se à quem usa o método/sistema bullet journal.

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